29 de abr. de 2011

Parando o Tempo

Hoje o Dia amanheceu lentamente ,
Seguro a ampulheta com as pontas dos dedos
Vejo esses grãos caírem tão devagar .
As falas todas destorcidas, vários idiomas diz o vento que passa vagarosamente.
As nuvens resolveram aparecer com formatos estranhos e ir passando e sumindo.
Soltei a ampulheta e a vi caindo mais lento ainda
Quebrei o tempo, estagnei cada molécula.
Os pedaços de vidro colarei, um por um...
Mais perfeitos jamais serão.
Pela primeira vez não quero observar o céu, nem perceber os detalhes
Quero que esse tempo se acabe , tape aos ouvidos, feche os olhos
A mão que solta a ampulheta se abre e lá ela está, inteira.
Djavu!
então com as pontas dos dedos a soltei. E está como tudo previsto
Quem antes se importava com cada detalhe hoje abre mão
Onde cabeça coração já está pedindo ‘arrego’ necessitando de paz.
Ainda aguardo o tempo voltar com a mesma esperança e sonhos
Que ele tinha dentro daquele pequeno objeto.
Irá ter várias versões para esse tempo dito.
Posso quebrar o tempo, mais nunca  parar o coração ou mudar quem eu sou.
Colando os pedaços  seus objetivos vão sempre ser mudados
pedaços podem sim ser colados porem sempre vão ficar as marcas.
Mas perfeitos jamais serão como antigamente
Caminhos mudados, machucados cicatrizados, novos sonhos a ser realizados. 




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