Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
Nuvens encobrem meus olhos,
Uma neblina que esfria minha pele,
Caminho no escuro,
Escuto o som do mundo,
A misturar,
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Triturar a luz do dia,
Em meio a magia dos sonhos,
Ainda respiro,
Transpiro,
A desejar,
De forma vaga,
Que o sol me traga,
O calor,
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Desaba em meus olhos,
Tornar, distorcer,
Em pedaços,
Sei que vou sobreviver
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
Minha voz no vento.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque a escreveu.

nessa linhas eu mi vejo.lindo!
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