No terraço de um prédio
Pude perceber.
O mundo que se mostra,
Vem de tantas formas,
Perguntas sem respostas
A vida se transforma,
Cada vez mais
O belo e o feio, O fraco e o forte,
Coragem ou receio
Destino ou mera sorte,
A dúvida nos traz
A fome e a fartura,
Espírito e matéria,
É prazer ou é tortura
Buscar riqueza e ver miséria,
A esperança se desfaz
Abrirei os braços e voarei
O sonho que me leva,
Na pressa da cidade,
Busco a luz ou cedo à treva
O que é a tal verdade,
já não sei o que é de mais
Mas levanto o meu olhar e olho à minha volta
Alguém vem me falar de um mundo sem revolta
Com mãos especiais e sinto nos meus passos
Que tenho as respostas: O mundo é você quem cria
Que vem e abre as portas e já me sinto em paz.
Pousarei em um lugar lindo... criado por mim
Agora sou feliz além do bem e mal
Porque Deus é quem me diz que o mundo ideal
É voce quem faz,
Abra os braços , deixe que tudo gire,
Feche os olhos e sonhe,
Mesmo que tudo dê errado, tenha uma certeza...
"Os sonhos que te move é a foça que te faz criar a sua realidade."
30 de mar. de 2011
Aceite.
Você para olha, num chove-não-molha
Fingindo não ver, querendo dizer
Pra não esperar, melhor nem pensar
Que possa dar certo, melhor ficar quieto
Melhor ir embora, nem ficar por perto
Fingindo não ver, querendo dizer
Pra não esperar, melhor nem pensar
Que possa dar certo, melhor ficar quieto
Melhor ir embora, nem ficar por perto
Chateação. Como parte da vida
Figura amorfa que se espelha
Na parede fria da alma
Fere a pele, dilacera as entranhas
Parece praga. Não há antídoto
Vem pra ficar, como sombra
Como companhia insólita
Entra, nem sequer bate a porta
Figura amorfa que se espelha
Na parede fria da alma
Fere a pele, dilacera as entranhas
Parece praga. Não há antídoto
Vem pra ficar, como sombra
Como companhia insólita
Entra, nem sequer bate a porta
Aperta o peito, vontade loca de gritar.
Se faz presente como vigia
No prazer mórbido de quem a traz
calar-se , e esperar ou levantar-se e
Se faz presente como vigia
No prazer mórbido de quem a traz
calar-se , e esperar ou levantar-se e
Com toda força grite.
Sem saber o mal que isto tudo faz
E o que fazer? Tudo ou
Apenas silenciar, como resposta
Deixar o tempo passar
Como melhor remédio
Só o tempo sabe curar.
Sem saber o mal que isto tudo faz
E o que fazer? Tudo ou
Apenas silenciar, como resposta
Deixar o tempo passar
Como melhor remédio
Só o tempo sabe curar.
Deixar o coração se acostumar
Como mais uma vez aceitar
E fingir-se como nada tivesse ocorrido.
E deixar até que tudo exploda.
22 de mar. de 2011
Verso Errado
Perdoa-se ao poeta o verso erradoMas nunca o verso equivocado
Escreve-se porque se sente
As veias ardendo
Na fúria de um estranho
E misterioso vento
Porque algo urge ser dito
E quantas vezes o verso
Se desnuda
E nasce sem metáfora
Mas o poema é uma arma
O verso a sua ogiva
Perdoa-se ao poeta o verso errado
Mas nunca o verso
Nado morto
Moldada a espartilho
19 de mar. de 2011
Nunca Acaba
As sombras do dia não se escondem como deveria ser. Na janela não há um refúgio; nem no pensamento. As coisas caminham como elas tem que caminhar, fazendo o tempo passar e passar e passar. Você não deve saber o que é ter pessoas mortas-vivas dentro de casa, negando a própria vida, a felicidade e a tristeza. Mas elas não tem culpa de terem nascido com a alma tão pequena. Só enxergam o que seus pequenos olhos querem. Enquanto isso eu uso as mesmas roupas e troco de pensamentos. O que os ventos trazem ainda não é o que eu quero. E ainda nem consegui aprender a pegar as coisas no ar. Mas um dia, Deus sabe, eu boto minhas roupas naquela sacola e vou ver as outras árvores balançarem, bem longe daqui. Eu sei o que eu não quero e isso deveria me bastar. Só que todo o resto é muita coisa, por isso eu sou a mesma todos os dias, sempre querendo ser diferente. O que levam de mim é nada do que eu tenho. Ninguém nem sabe o que deve esperar de mim, só sabem o que eles veem e escutam. Mas não sabem, não sabem de nada. E eles ainda dizem: "eu só quero que você seja feliz" e eu respondo no silêncio que ser feliz é muito pouco pra tudo o que existe. E só querer isso já é muita coisa. Eles não deixam ir, nunca quiseram nada mais da vida. Mas desejam secretamente abandonar suas casas no meio da noite e nunca mais voltar. Então por que só eu estou errada?
11 de mar. de 2011
Certeza do Vôo
Talvez o mundo precise de algo tão simples
deixe a vida seguir , sem narrações.
Como as asas de uma libélula se desenvolvendo,
Os céus escureçecem, as flores se quardasem por um tempo
Como os sonhos entrassem em aflito com os pesadelos
lutei contra tudo,ou quase tudo,
Estou apenas tentando criar o meu seguro,
descobrindo o possível, tentando ir ao meu impossível.
Aprendendo a deixar evoluir as asas pra merecer apenas estar perto.
Como um temporal limpasse tudo. para se ir contruindo tudo. As palavras fossem
Arrancados de você,e ter que ir em busca. como se cada vôo fosse apagado as paisagens sem almenos ter tentado
Onde viu o seu próprio eu e não ser reconhecido.e buscar o seu mereçimento.
o tempo agi tão depresa, Cada minuto é o que enteresa , deixo as armas .
o tempo agi tão depresa, Cada minuto é o que enteresa , deixo as armas .
Pra quer cantar se não ouvira ,foi tapado os ouvidos por uma pequena voz partido dos ventos,
o coração estático sem apenas nenhuma vibração ,vidrado no conto.
A história não termina agora.
A libelula terá logo suas asas para continuar sua jornada.
Mostrando o seu potencial que nada foi, é ou será em vão.
O que faça , o que viverá , as lutas estão ainda só por começar,
Até o fim , não deixarei acabar, não ficar por historias as asas,
Essa tempestade um dia acabara , o vôo será por completo.
Ainda pequena que vai se evoluído é como os tempos com seu tempo
Talvez o mundo precise de algo tão simples
Preciso deixar a vida seguir , sem narrações.
Eu lutei contra tudo,
Estou apenas tentando criar o meu seguro,
descobrindo o possível, tentando ir ao meu impossível
A história não termina agora tenho a mais CERTEZA de todas
Que é pelo vôo, o mais lindo sentimento a mais Bela historia
Que se criara diante os momentos , detalhes, minutos , segundos.
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